18 de mar. de 2012

Curiosidades

Um clássico sobre curiosidades que roda a internet já faz um bom tempo.

1 – Se você gritar durante 8 anos, 7 meses e seis dias, produzirá energia sonora suficiente para esquentar uma xícara de café... (Acho que não vale a pena!)

2 – Já se você soltar pum direto durante 6 anos e 9 meses, produzirá gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica... (Agora sim!)

3 – A pressão produzida pelo coração humano ao bater é suficiente para espirrar sangue a uma distância de 9 metros...

4 – O orgasmo de um porco dura 30 minutos!!! (Na próxima encarnação, quero ser um porco!)

5 – Bater com a cabeça contra a parede consome 150 calorias por hora... (Ainda não consegui esquecer aquele lance do porco!)

6 – Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que copulam por prazer... (É por isso que o Flipper está sempre sorrindo? E porque o porco não está incluído nessa lista?)

7 – A formiga consegue levantar 50 vezes o seu peso, puxar 30 vezes o seu peso e sempre cai para o lado direito quando intoxicada... (O governo pagou por essa pesquisa?)

8 – Os ursos polares são canhotos... (Quem descobriu isso? Quem liga?! Quem pagou pela pesquisa? Meu Deus, eles escrevem?)

9 – A pulga consegue pular a uma distância correspondente a 350 vezes o comprimento do seu corpo. É como se um ser humano pulasse a distância de um campo de futebol...

10 – A barata consegue sobreviver nove dias sem a cabeça antes de morrer de fome... (Como sabem que ela morreu de fome? Arghhh!!!)

11 – O louva-a-deus macho não consegue copular com a cabeça presa ao corpo. A fêmea inicia o ritual de acasalamento arrancando fora a cabeça do macho... (Vamos voltar ao assunto do porco.... é mais interessante!)

12 – Alguns leões copulam mais de 50 vezes por dia... (Na próxima encarnação, eu continuo querendo ser um porco... Prefiro qualidade a quantidade!!! Mas, se não puder ser um porco, antes ser leão do que louva-a-deus...)

13 – O paladar das borboletas está nos pés... (sem comentários)

14 – Os elefantes são os únicos animais que não conseguem pular... (Onde está a novidade?? Tem muito amigo meu que também não pula, eu mesmo já tô saindo da lista...)

15 – O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro... (Conheço algumas pessoas assim...)

16 – Estrelas do mar não tem cérebro... (Definitivamente eu conheço algumas pessoas assim!)

17 – E não se esqueça: se alguém encher o seu saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir a testa. Mas, só precisa de 4 para esticar o braço e dar um soco na cabeça do chato! (Mas eu ainda não paro de pensar no PORCO!!!)

3 de mar. de 2012

Bebo sim...

O texto a seguir não reflete a realidade do autor do blog que, diga-se de passagem, não bebe e não aconselha outros a beberem.

Tinha lá em casa dez garrafas de cachaça da boa. Minha mulher obrigou-me a joga-las fora.

Peguei a 1ª garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia;
Peguei a 2ª garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia;
Peguei a 3ª garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia;
Peguei a 4ª garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo;
Peguei o 5º copo, joguei na rolha da pia e bebi a garrafa;
Peguei a 6ª pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto;
A 7ª garrafa eu peguei no resto e bebi a pia;
Peguei o copo, bebi o resto e joguei na pia a 8ª garrafa;
Joguei a 9ª pia no copo, peguei a garrafa e bebi no resto;
O 10º copo eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.

Sorte minha que ninguém abriu a torneira senão eu entrava pelo cano!

19 de fev. de 2012

Carnaval 2010

Aquelas pessoas que me conhecem sabem que eu não gosto de carnaval. Na minha humilde opinião é um feriado que já deveria ter deixado de existir há tempos. Esse lance da política de pão e circo já está mais que batida. Particularmente eu prefiro ficar trancado em casa – uma vez que ainda não tenho dinheiro pra sair do país nesta época do ano – e nem ligo a TV, pois só se fala da folia de Momo não importando o canal e que se ligue. O que seria de mim sem meus livros, revistas, internet ou canais fechados?

Aconteceu de no carnaval de 2010 uma amiga, por quem eu tenho um grande apreço, carinho e amo muito saiu de Campo Grande/ MS pra conhecer o carnaval de Salvador. Ela já esteve pelas bandas da Soterópolis na Semana Santa de 2007, que foi quando eu a conheci pessoalmente – antes disso só a conhecia pelo orkut e MSN.

Como eu não gosto de carnaval, mas não podia deixar de ver Lesly, essa minha amiga tão amada, marquei com ela bem longe dos locais onde a festa ocorre em Salvador: no Shopping Iguatemi. Nos encontramos lá ela, eu, Doo (outro amigo nosso) e a namorada dele. Conversamos um pouco e matamos parte das saudades que sentíamos um do outro. Ela já tinha acertado com outros amigos nossos que ia encontrá-los no Largo 2 de Julho pra aproveitar o carnaval. Como ela não conhece bem a cidade, Doo ficou de levá-la até lá. A namorada dele foi pra casa, pois ia pra Avenida com o primo. E foi aí que a coisa começou a degringolar.

Fomos pegar o ônibus na Rodoviária e, quando chegamos lá, a namorada de Doo ligou pra ele dizendo que ele havia ficado com o CD dela. Me dispus a levar Lesly onde o restante do pessoal estava, já que Doo tira que voltar pra devolver o CD. O ônibus não tardou a passar e chegamos sem (quase) nenhum transtorno na Estação da Lapa. As maiores dificuldades foram termos ido em pé e o ônibus ter enchido com foliões indo para a festa.

A multidão de festeiros não chegou e me espantar, pois já esperava por isso, mas não sei se ela ficou assustada/espantada com a quantidade de gente subindo a ladeira como formigas indo em direção a uma mesa cheia de guloseimas. Coloquei a bolsa dela no meu pescoço, segurei-a pela mão e fomos enfrentar aquele mar de gente e o perigo de nos separarmos. Passamos pela Praça da Piedade e Av. Sete sem problemas. Na Av. Carlos Gomes o bloco Filhos de Gandhi havia terminado de passar, já fazendo o caminho de volta do circuito Dodô. Lesly até queria ter tirado fotos com eles, mas não deu tempo.

Encontramos o pessoal, fiz a social ficando um tempo lá e fui-me embora, mas voltei logo: Tomate, com o bloco Internacionais, estava passando na Carlos Gomes impedindo a minha passagem. Em sendo assim, resolvi voltar e ficar mais um pouco com o pessoal. Pouco depois ele resolveram ir ver os blocos passando enquanto eu fui embora outra vez.

Tomate já tinha ido embora quando passei na Carlos Gomes de novo e segui o meu caminho. Quando cheguei na Rua da Forca vi, pelos balões se aproximando, que havia mais um bloco chegando e pedi a Deus que não fosse um certo bloco, o pior que há para quem quer tentar passar para o outro lado. Era ele! De nada adiantaram minhas preces: era o Camaleão!!! Aquela desgraça daquele bloco tem uns 3km dos balões até o carro de apoio. Dali até o fim do bloco deve ter mais uns 2,5km.

A Rua da Forca é um beco sem vergonha que fica entre um banco e uma loja de eletrodomésticos e que liga a Av. Carlos Gomes à Av Sete/Praça da Piedade. Era tarde demais pra mim: não tinha mais como seguir em frente. Ainda tentei voltar, mas já tinha outro bloco – que eu não consigo me lembrar qual era – passando na Carlos Gomes. Aquele beco dos infernos foi enchendo de gente como acontece com qualquer bloco que passe no circuito. Mas não era qualquer bloco que estava passando: era o “Chicretão, mô pai”!

Continuei com minhas preces, dessa vez pedindo que o trio não parasse, mas, outra vez de nada adiantou pedir porque aquele filho da mãe do Bell Marques pediu pra parar quase que em frete de onde eu estava. Ele tornou a minha espera angustiante pra sair daquele lugar e deixar de ouvir Axé Music de “difícil” para “quase impossível”. Por sorte minha ele não ficou muito tempo parado e seguiu em frente – o que não quis dizer muito, pra bem da verdade. Só nessa “brincadeira” eu perdi de 20 a 30 minutos da minha vida ali, parado, espremido, com um calor que fazia a Rua da Forca parecer uma filial do inferno e ouvindo um estilo musical que não me agrada em nada. Contabilizando aí também o tempo que o carro de apoio levou parado na minha frente também. É a lei de Murphy comandando a minha vida, como SEMPRE faz. Tsc.

O fim do bloco vinha se aproximando, a rua foi esvaziando, já dava pra tentar dar alguns passos em qualquer direção e assim eu fiz. Fui caminhando em direção à saída da rua pra ver se ainda faltava muito pra eu poder ir embora daquele lugar e assim que eu vi uma brecha em que eu, magrelo que sou, poderia serpentear e sair dali fui ao seu encontro. E não me importou se eu tive que dar a volta em toda a Praça da Piedade. Tudo que eu queria era voltar pra casa. Como você pode imaginar, eu consegui. Caso contrário não teria narrado esta história.

 Com Lesly no Largo 2 de Julho.

4 de fev. de 2012

Tecnologias modernas de hoje em dia

Bons tempos os da câmera analógica e não se podia apagar as fotos depois de tiradas. A gente só sabia se tinha piscado quando tirou a foto depois de revelar o filme e aí já era. Não tinha mais como voltar atrás.

Outra coisa que me tira a paciência com as câmeras digitais são as pessoas que nem bem tiraram a foto e já sabem que não ficaram bem. Como é possível saber isso se o/a modelo não viu a foto direito? Viu a foto de relance na máquina e sabe que a foto não ficou boa! As vezes a pessoa nem mesmo viu a foto e já quer apagar pra tirar outra. Acredite, internauta: já vi isso acontecer!


Claro que existem aqueles casos que não tem reza brava que dê jeito. É feio(a) e vai ficar assim não importando a câmera, fotógrafo, cenário ou coisa parecida. Não tem J. R. Duran, Hans Donner nem Photoshop capaz de melhorar a situação.


Em contra partida a isso existe uma pequena parte da população — ou ao menos de conhecidos meus — que não está nem aí pra nada e nem se importa pra como saiu na foto o que importa mesmo é gravar aqueles momentos de diversão com os amigos. Ou isso ou se está com o nível de álcool no sangue alto o bastante pra não perceber a cara de bêbado que ficou na foto só reparando isso quando vê a mesma postada nas redes sociais.


Existe ainda um grupo menor de pessoas que não são tão belas quanto a sociedade/mídia acha que deveriam ser, mas saem bem nas fotos. Essas pessoas são as chamadas "fotogênicas". Ou isso ou são pessoas de baixa auto-estima e que se deixam influenciar por terceiros que ficam falando que estão, literalmente, bem na foto. E é nesse grupo, amigo leitor, que eu me enquadro. O grupo dos fotogênicos, eu digo.


De minha parte eu peço encarecidamente para que você deixe de besteira e pare de pedir pra apagar a bagaça da foto tenha saído bem ou não nela. Se você não faz isso, leitor, garanto que conhece pessoas assim. Nesse caso peço que NÃO apague as fotos. Pode até tirar outra, mas não apague a que te pedirem pra apagar.


Pode me chamar de antiquado e quadrado. É um direito que te assiste. Mas eu me reservo ao meu direito de não postar o seu comentário ofensivo. Como eu deixei bem claro no primeiro post do blog, só vou postar os comentários que me deixem bem na foto. E isso nunca fez tanto sentido.

21 de jan. de 2012

TPM em 4 fases


Eu tô procurando o autor para entregar um prêmio.

Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:


Fase 1 – A Fase Meiguinha

Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha... Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal.
Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo... A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.


Fase 2 – A Fase Sensível

Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:

– Você acha que eu estou gorda?

Note que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo “estou” ao invés da combinação “estou ficando”, torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, amigo leitor, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.


Fase 3 – A Fase Explosiva

Esta é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas. Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: “Tá tudo bem?” A resposta é um simples e seca: “Ta” sem olhar na sua cara.

Não satisfeito, você emenda um “tem certeza?”, que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso “teenhoo!”. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...

– Merda, viu!? – ela rosna de repente.
– Que foi?

A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta! Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:

– Você não liga pra mim! Tá vendo que eu tô aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! – você não sabe! – Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira! Some da minha frente!!

Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.


Fase 4 – A Fase da Cólica

No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela. Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado. “O que aconteceu?”, você se pergunta. “Tudo bem” – você pensa – “Acho que ela se livrou do encosto”.
Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...

P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!! ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO.

9 de jan. de 2012

Depende do clima!

30°C
Baianos vão à praia, dançam, cantam e comem acarajé.
Cariocas vão à praia e jogam futebol.
Mineiros comem um “queijim” na sombra.
Todos os paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
Curitibanos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25°C
Baianos não deixam os filhos saírem ao vento após as 17h.
Cariocas vão à praia, mas não entram na água.
Mineiros comem um feijão tropeiro.
Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral e poucos ainda entram na água.
Curitibanos reclamam do calor e não fazem esforço devido ao esgotamento físico.

20°C
Baianos mudam os chuveiros para a posição “Inverno” e ligam o ar quente das casas e veículos.
Cariocas vestem um moletom.
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas decidem deixar o litoral; começa o trânsito de volta para casa.
Curitibanos tomam sol no parque.

15°C
Baianos tremem incontrolavelmente de frio.
Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
Curitibanos dirigem com os vidros abaixados.

10°C
Decretado estado de calamidade na Bahia.
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família.
Curitibanos botam uma camisa de manga comprida.

5°C
Bahia entra no armagedom.
Governo estadual lança a candidatura do Rio para as Olimpíadas de Inverno.
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha.
Paulistas lotam hospitais e clínicas devido a doenças causadas pela inversão térmica.
Curitibanos fecham as janelas de casa.

0°C
Não existe mais vida na Bahia.
No Rio, governador veste 7 casacos e lança o “Ixxnoubórdi in Rio”.
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gugu, Luciana Gimenes, Faustão e Silvio Santos.
Curitibanos fazem um churrasco no pátio... antes que esfrie.

1 de jan. de 2012

Analisando 2011

Mais um ano que chegou ao fim. Mais uma volta que a Terra dá em torno do Sol. Mais 365 dias, 6 horas e sei-lá-quantos minutos dando a volta no Sol e não ficamos tontos. Bom, não a maioria de nós. Nessas horas ouvimos e damos (lá ele) nossos sinceros votos de felicidades, paz e prosperidade ao próximo. Nem sempre são sinceros, mas sempre queremos ser o próximo. É nesse momento também, no fechar de mais um ciclo, que nós, eu (que escrevi este texto), você (que está lendo) e o resto da humanidade fazemos uma avaliação do ano que se passou. Nem todos podem, tem oportunidade ou a paciência para escrever sobre. Enfim, segue aqui mais ou menos como foi o meu 2011.

No final de 2010 eu li no MSN e orkut de muita gente um desejo que 2011 humilhasse 2010 e, do jeito que as coisas estavam, tinha tudo para isso acontecer. "Mas a vida é uma caixinha de surpresa" como já disse o narrador da história de Joseph Climber. As coisas mudaram de tal forma que 2011 foi vergonhosamente humilhado por 2010, ao menos pra mim.

Sumi da EAUFBA, não por vontade própria, mas porque não peguei nenhuma disciplina lá. De certa forma foi até bom pra mim que isso acontecesse. Desde o segundo semestre de 2010 eu já vinha passando por uma fase introspectiva e estava numas de não querer ver muita gente, mas, tendo aula lá, ficava um tanto quanto difícil. Coincidiu de eu ter aula lá no mesmo período em que a minha introspecção ficou mais forte e necessária. Foi bom pra eu fazer novas amizades e descobrir quem são os meus amigos de verdade. Encontrei até a minha alma gêmea, mas isso é coisa pra um outro post. Mantive alguns dos antigos por perto (os que eu sabia que me fariam mais falta), mas, infelizmente não pude fazer isso com todos os que me fariam falta: somente com alguns.

Nesse período de auto avaliação eu fui “abandonado” por algumas pessoas que eu achava que gostavam de mim e, como eu não pude manter a minha dor só comigo, saí meio que “divulgando” isso nas redes sociais. Isso acabou fazendo com que pessoas que eu não via há muito tempo viessem a mim perguntando o que estava acontecendo comigo e porque eu estava daquele jeito. Mostrou que essas pessoas, as que me procuraram preocupadas, se importavam comigo mesmo que não nos víssemos há mais de um tempão, enquanto que outras que eu tinha um contato mais próximo, não quiseram tomar nem conhecimento sobre como eu estava. “Como vovó já dizia”: a gente sabe que são nossos amigos é na hora da dor. Minha avó tinha seus momentos de sabedoria. Tive bons amigos ao meu lado que me ajudaram a superar um momento não tão bom pra mim. Alguns me ajudaram sem nem saber que estavam fazendo isso. Agradeço muito a Deus por me dar amigos assim. Tive dois Marcelos que me ajudaram a superar isso também: Camelo e Jeneci. Baixei o disco de ambos e fiquei mais de um mês escutando seus respectivos álbuns. Senti na pele o que Manfredini Júnior quis dizer com "toda dor vem do desejo de não sentirmos dor".

Enfim as coisas mudaram, mas todo mundo muda: até a surda muda (ê piadinha infame). Duas cidades que nunca me atraíram – e que eu nunca escondi de ninguém – foram Rio e São Paulo. Fui à Sampa, me apaixonei pela cidade e volto pra lá facinho. Pessoas voltaram do além-túmulo e sumiram de novo (foi uma coisa bem clichê de novela da Globo). O setor em que eu trabalhava no estágio foi extinto e fomos todos defenestrados. Felizmente não foi no sentido literal da coisa, mas figurativamente.

Mas 2012 já está aí e sempre esperamos que as coisas mudem durante o ano. Algumas coisas não vão mudar: vou continuar prometendo pra mim mesmo que não vou deixar acumular material das aulas, mas vou continuar acumulando; Tammy vai me ligar direto de Paratinga pra "bater dois dedos de prosa" durante as férias; vou marcar e desmarcar várias vezes com Elmo uma ida a Feira de Santana sem nunca saber se iremos mesmo dessa vez; o mundo não vai acabar e vão inventar outra data para o fim do mundo; vou sumir para algumas pessoas e aparecer para outras. Uma coisa eu quero com todas as minhas forças que mude e eu vou fazer de tudo para acontecer: chegar atrasado nas aulas. Nem eu estava aguentando mais. Cruz-credo.

No mais é isso. Espero de coração que 2012 seja “fantárdigo” pra você e que ele humilhe o seu 2011. Se eu pedir que ele humilhe o MEU 2011 é covardia. Espero que 2010 seja humilhado por 2012. Com fim do mundo ou não.