1 de jan. de 2012

Analisando 2011

Mais um ano que chegou ao fim. Mais uma volta que a Terra dá em torno do Sol. Mais 365 dias, 6 horas e sei-lá-quantos minutos dando a volta no Sol e não ficamos tontos. Bom, não a maioria de nós. Nessas horas ouvimos e damos (lá ele) nossos sinceros votos de felicidades, paz e prosperidade ao próximo. Nem sempre são sinceros, mas sempre queremos ser o próximo. É nesse momento também, no fechar de mais um ciclo, que nós, eu (que escrevi este texto), você (que está lendo) e o resto da humanidade fazemos uma avaliação do ano que se passou. Nem todos podem, tem oportunidade ou a paciência para escrever sobre. Enfim, segue aqui mais ou menos como foi o meu 2011.

No final de 2010 eu li no MSN e orkut de muita gente um desejo que 2011 humilhasse 2010 e, do jeito que as coisas estavam, tinha tudo para isso acontecer. "Mas a vida é uma caixinha de surpresa" como já disse o narrador da história de Joseph Climber. As coisas mudaram de tal forma que 2011 foi vergonhosamente humilhado por 2010, ao menos pra mim.

Sumi da EAUFBA, não por vontade própria, mas porque não peguei nenhuma disciplina lá. De certa forma foi até bom pra mim que isso acontecesse. Desde o segundo semestre de 2010 eu já vinha passando por uma fase introspectiva e estava numas de não querer ver muita gente, mas, tendo aula lá, ficava um tanto quanto difícil. Coincidiu de eu ter aula lá no mesmo período em que a minha introspecção ficou mais forte e necessária. Foi bom pra eu fazer novas amizades e descobrir quem são os meus amigos de verdade. Encontrei até a minha alma gêmea, mas isso é coisa pra um outro post. Mantive alguns dos antigos por perto (os que eu sabia que me fariam mais falta), mas, infelizmente não pude fazer isso com todos os que me fariam falta: somente com alguns.

Nesse período de auto avaliação eu fui “abandonado” por algumas pessoas que eu achava que gostavam de mim e, como eu não pude manter a minha dor só comigo, saí meio que “divulgando” isso nas redes sociais. Isso acabou fazendo com que pessoas que eu não via há muito tempo viessem a mim perguntando o que estava acontecendo comigo e porque eu estava daquele jeito. Mostrou que essas pessoas, as que me procuraram preocupadas, se importavam comigo mesmo que não nos víssemos há mais de um tempão, enquanto que outras que eu tinha um contato mais próximo, não quiseram tomar nem conhecimento sobre como eu estava. “Como vovó já dizia”: a gente sabe que são nossos amigos é na hora da dor. Minha avó tinha seus momentos de sabedoria. Tive bons amigos ao meu lado que me ajudaram a superar um momento não tão bom pra mim. Alguns me ajudaram sem nem saber que estavam fazendo isso. Agradeço muito a Deus por me dar amigos assim. Tive dois Marcelos que me ajudaram a superar isso também: Camelo e Jeneci. Baixei o disco de ambos e fiquei mais de um mês escutando seus respectivos álbuns. Senti na pele o que Manfredini Júnior quis dizer com "toda dor vem do desejo de não sentirmos dor".

Enfim as coisas mudaram, mas todo mundo muda: até a surda muda (ê piadinha infame). Duas cidades que nunca me atraíram – e que eu nunca escondi de ninguém – foram Rio e São Paulo. Fui à Sampa, me apaixonei pela cidade e volto pra lá facinho. Pessoas voltaram do além-túmulo e sumiram de novo (foi uma coisa bem clichê de novela da Globo). O setor em que eu trabalhava no estágio foi extinto e fomos todos defenestrados. Felizmente não foi no sentido literal da coisa, mas figurativamente.

Mas 2012 já está aí e sempre esperamos que as coisas mudem durante o ano. Algumas coisas não vão mudar: vou continuar prometendo pra mim mesmo que não vou deixar acumular material das aulas, mas vou continuar acumulando; Tammy vai me ligar direto de Paratinga pra "bater dois dedos de prosa" durante as férias; vou marcar e desmarcar várias vezes com Elmo uma ida a Feira de Santana sem nunca saber se iremos mesmo dessa vez; o mundo não vai acabar e vão inventar outra data para o fim do mundo; vou sumir para algumas pessoas e aparecer para outras. Uma coisa eu quero com todas as minhas forças que mude e eu vou fazer de tudo para acontecer: chegar atrasado nas aulas. Nem eu estava aguentando mais. Cruz-credo.

No mais é isso. Espero de coração que 2012 seja “fantárdigo” pra você e que ele humilhe o seu 2011. Se eu pedir que ele humilhe o MEU 2011 é covardia. Espero que 2010 seja humilhado por 2012. Com fim do mundo ou não.

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